Faz horas que estou aqui
E a porta está fechada
Há dias não te vejo
E meus braços não se abrem mais
Fecho os olhos
O barulho me concentra
Abro a janela
O caminho do azul adentra
Caminho pra saída
O azul de fora, entra
A música da vida
A literatura do sentimento
A calçada de pedras
A rua com ladrilho
Ainda vejo o brilho
Daquele olhar perdido
No mosaico escuro
Com tanta claridade
Pressa pro futuro
No olhar, perseguição
No ladrilho, brilho
Na calçada, o caminho
No azul, a liberdade
Na janela, um sonho
No barulho, a cidade
Agora meus braços abertos
Para os dias que almejo
Na porta certa
Encontrei o olhar
Quero ver de perto
Não fico mais aqui.
Marcelo Sorrentino
Fevereiro 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Outubro (Coisas que Eu Não Faço)
Outubro, caminhando, longe, me vieram à mente essas palavras...
Claro que são pra Vivi...
OUTUBRO (Coisas que Eu Não Faço)
Você espera
Coisas que eu não faço
Você tolera
Eu desgasto
Por onde eu não passo
Meu passo ainda é lento
Caminho contra o vento
Desencontro com o tempo
Pegadas apagadas
Memórias embaçadas
Piso a areia lisa
Meu rosto pálido toca a brisa
Aqui do alto, sombras
Brisa forte, mar em ondas
Romaneio do amanhã
Mar calmo demanhã
No sul, ainda espera
Amor deveras
Queria ter uma vela
Atingir velocidade
Matar toda saudade
E quando tudo passar
Sem pegadas pra apagar
Sigo, ao sabor do vento
Daqui a pouco já é novembro.
(Marcelo Sorrentino)
Outubro 2008
Claro que são pra Vivi...
OUTUBRO (Coisas que Eu Não Faço)
Você espera
Coisas que eu não faço
Você tolera
Eu desgasto
Por onde eu não passo
Meu passo ainda é lento
Caminho contra o vento
Desencontro com o tempo
Pegadas apagadas
Memórias embaçadas
Piso a areia lisa
Meu rosto pálido toca a brisa
Aqui do alto, sombras
Brisa forte, mar em ondas
Romaneio do amanhã
Mar calmo demanhã
No sul, ainda espera
Amor deveras
Queria ter uma vela
Atingir velocidade
Matar toda saudade
E quando tudo passar
Sem pegadas pra apagar
Sigo, ao sabor do vento
Daqui a pouco já é novembro.
(Marcelo Sorrentino)
Outubro 2008
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A MENINA DO QUADRO
A MENINA DO QUADRO
Entrei no quarto
Entrei no quadro pendurado
Vi a menina de olhar triste
Lacrimejando que existe
Banhada em tinta e cor
Eu, cheio de ritmo e dor
Escorridos na tela, longos cabelos
Suspensos, feito um espelho
Olhos gigantes matavam minha sede
Lágrimas distantes voltavam sem tocar a parede
Vagavam pela tela infinita
Eu, ainda na espera
Ela, em outra esfera
Menina do Quadro não dorme
Não mostra a mão
Pintura enorme
Me vigia quando entro
Me procura quando saio
Sem mover os olhos, caio
Em profundo sono, quase um desmaio
Menina, vem à tona nos meus sonhos!
Eu, ainda embriagado do outono
Agora enxergo o verdadeiro tom dos teus olhos
Enquanto moras comigo, pra sempre
Eternamente.
(Marcelo Sorrentino)
Outono de 2003
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